Café da Manhã
Tecnologia volta a liderar

Café da Manhã Tecnologia volta a liderar

Os mercados accionistas recuperam impulsionados pelo sector tecnológico e pela esperança de um entendimento entre Estados Unidos e o Irão. O petróleo mantém-se volátil.

Antes do fim de semana, os mercados financeiros encerram a semana num tom mais construtivo, com os investidores a privilegiarem novamente os activos de maior risco, apesar da persistência das tensões no Médio Oriente. A continuação dos contactos técnicos entre os Estados Unidos e o Irão, e a esperança de uma solução diplomática ajudaram a aliviar parte das preocupações, enquanto o entusiasmo em torno da inteligência artificial voltou a impulsionar o sector tecnológico.

Nos Estados Unidos, Wall Street encerrou a sessão de quinta-feira em alta, beneficiando da forte recuperação das empresas de semicondutores e do recuo dos preços do petróleo. O Dow Jones valorizou 0,27%, o S&P 500 ganhou 0,81% e o Nasdaq avançou 1,30%, com a Micron Technology a disparar cerca de 7% depois de anunciar um aumento do investimento nas suas fábricas nos Estados Unidos para responder à crescente procura associada à inteligência artificial.
Os dados económicos norte-americanos apresentaram um quadro misto. Os pedidos iniciais de subsídio de desemprego recuaram, sinalizando resiliência do mercado laboral, enquanto as vendas de habitações surpreenderam pela negativa, num contexto em que os preços das casas continuam em máximos históricos.

Na Ásia, as bolsas encerraram maioritariamente em alta, acompanhando o optimismo do sector tecnológico. Apesar dos confrontos entre Washington e Teerão continuarem a afectar a navegação no Estreito de Ormuz, os investidores concentraram-se na recuperação das empresas ligadas à inteligência artificial. O Nikkei terminou a subir 1,58% e o Kospi ganhou 2,52%, impulsionado pela valorização superior a 6% da Samsung Electronics, enquanto a Tokyo Electron e a Advantest também registaram fortes ganhos. Em sentido contrário, os mercados chineses permaneceram sob pressão, com o CSI 300 a recuar 1,96% e o Shanghai Composite a perder cerca de 1%.

Na Europa, a sessão iniciou-se sem uma tendência definida. A confirmação da desaceleração da inflação em França, de 2,4% para 1,8%, e na Alemanha, de 2,6% para 2,3%, sustentou algum optimismo, embora os números tenham ficado em linha com as estimativas preliminares e não tenham surpreendido positivamente. O FTSE 100 negociava em alta, enquanto o Euro Stoxx 50 registava ligeiras perdas.

No mercado petrolífero, a semana ficou marcada por forte volatilidade. Depois dos ganhos expressivos registrados na sessão anterior, os preços corrigiram com a continuação das negociações entre os Estados Unidos e o Irão a aliviar parcialmente os receios de uma interrupção do fornecimento. Ainda assim, a redução do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e o risco de novos confrontos mantêm os investidores cautelosos. O Brent negoceia em torno dos 75,70 dólares por barril, enquanto o WTI transacciona próximo dos 71,50 dólares, encaminhando-se para fechar a semana em alta.

No mercado cambial, o dólar continua sob pressão, com o índice DXY a negociar em mínimos da semana abaixo dos 101,50 pontos, enquanto o EUR/USD voltou a atingir máximos junto dos 1,1460. A libra esterlina prepara-se para encerrar a semana em terreno positivo, com o GBP/USD acima dos 1,3400 e o EUR/GBP em torno dos 0,8520. O franco suíço mantém igualmente a sua tendência de valorização, negociando próximo dos 0,8050 face ao dólar e dos 0,9210 face ao euro. Já o iene recupera parte das perdas recentes, apoiado pelas declarações da ministra das Finanças japonesa, que defendeu um aumento do investimento dos fundos de pensões em activos financeiros domésticos. O USD/JPY recua para a zona dos 161,60, enquanto o EUR/JPY regressa abaixo dos 185,00.

Bom fim de semana!


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