Semana Revista
Médio Oriente!

As atenções da semana que terminou foram essencialmente na direcção do Médio Oriente e de tudo o que se passou entre os EUA e o Irão.


Abertura Fecho Máximo Mínimo
EUR/USD 1,1168 1,1121 1,1206 1,1086
S&P500 3214,91 3265,35 3283,10 3213,50
EU STOXX 50 3741,85 3789,52 3807,25 3710,45
Petróleo 69,38 65,07 71,28 64,56
Ouro 1555,20 1563,20 1612,95 1541,15

Donald Trump decidiu atacar o Aeroporto Internacional de Bagdad, segundo ele, de forma a conseguir eliminar um importante general do Irão, Qassem Soleimani, chefe da força de elite iraniana Al-Quds e responsável por liderar muitas das movimentações desde a Síria ao Afeganistão.
Temeu-se o pior, entre acusações e um crispar de tensões entre os EUA e o Irão, com ameaças destes últimos de retaliações e avisos de Donald Trump que se tal sucedesse o Irão iria sofrer fortes consequências.
Apesar de toda esta situação, o Irão bombardeou a base iraquiana Al Asad, que serve de guarida a tropas norte-americanas, sem contudo ter feito qualquer vítima.
Donald Trump respondeu por palavras e afirmando que iria lançar novas sanções económicas ao Irão, mas não mencionou qualquer hipótese de intervenção militar, levando a um alívio generalizado em torno de toda a situação.

Entretanto da China vieram boas notícias, com o Vice Primeiro-Ministro Li Hu a anunciar uma viagem a Washington na próxima semana para assinar a “Fase 1” do acordo entre as duas superpotências.

Pela Europa, em Espanha finalmente temos um governo, com Pedro Sanchez a conseguir apoio para o seu governo pela margem mínima possível, depois de ter contado com o apoio dos separatistas da Catalunha.

Ainda na Europa, Boris Johnson e Von der Leyen encontraram-se, com o Primeiro-Ministro britânico a passar a mensagem à chefe do executivo europeu de que o Reino Unido pretende um acordo do tipo da Canadá na saída do Reino Unido da União Europeia no final deste ano, mas com a responsável do bloco europeu a referir que não haverá tempo até lá para a negociação de todos os pontos em discussão.

O Banco Nacional da Polónia decidiu esta semana sobre a sua taxa de juro que manteve inalterada em mínimos históricos a 1,50%.

O tão aguardado número dos Nonfarm Payrolls nos EUA, divulgado como sempre no último dia da semana, desiludiu os investidores mostrando 145 mil novos postos de trabalho criados no mês de Dezembro, abaixo dos esperados 160 mil e ainda uma revisão em baixa de 14 mil nos dois últimos meses.
O ano de 2019 foi o mais fraco em termos de criação de postos de trabalho desde 2011.

Os mercados financeiros no início da semana, com a possibilidade de uma guerra aberta entre os EUA e o Irão parecia ser o desfecho mais provável, levou as bolsas a cair e os activos de refúgio voltaram a ser a escolha dos investidores, como foram o caso das obrigações e do ouro. No mercado cambial o iene registou de imediato fortes ganhos. O petróleo, com a instabilidade a voltar à área de maior produção e os investidores a temerem uma disrupção na oferta registou novos máximos com o Brent a negociar acima dos $70.
O acalmar de toda a situação acabou por reverter todos estes movimentos e levou mesmo os mercados accionistas a registarem máximos absolutos nos EUA e máximos dos últimos doze meses na Europa.