Café da Manhã
Ainda por resolver

O Grupo Evergrande falhou a terceira ronda de pagamento de títulos obrigacionistas em três semanas, aumentando os receios do mercado sobre o contágio a outras empresas do sector imobiliário, com um número elevado de obrigações a vencer no curto prazo.


Entretanto a agência Moody’s baixou a classificação de crédito da Modern Land dando um sinal de que os problemas com que a Evergrande se debate está mesmo a afectar outras empresas do mercado imobiliário.
O governo chinês está a analisar se vinte cinco instituições financeiras têm ligações demasiado chegadas com empresas privadas levando a um menor critério no crédito concedido.

As acções nos Estados Unidos terminaram ontem a sessão em terreno negativo, numa sessão com volume mais reduzido devido ao feriado do Columbus Day que manteve de fora os mercados obrigacionistas.
Num dia sem dados económicos divulgados, o sentimento dos investidores foi toldado por preocupações em torno da época de resultados empresariais que irá começar já amanhã com o JPMorgan Chase & Co a divulgar o seu relatório de contas. Os investidores temem que os problemas da cadeia de suprimentos e da falta de mão-de-obra qualificada possam levar a uma redução dos resultados empresariais.
Os principais índices de Wall Street terminaram em perdas com o índice Dow Jones a recuar 0,72%, o S&P 500 0,69% e o Nasdaq 0,64%.

Na Ásia, os mercados accionistas voltaram a negociar em aversão ao risco.
No Japão, nem mesmo as perdas do iene conseguiram evitar que o índice Nikkei perdesse 0,94%.
Na Austrália o índice ASX 200 recuou 0,26% e na Coreia do Sul, o índice Kospi caiu 1,35%.
Na China, o índice Shanghai Composite perdeu 1,25%, enquanto o índice Hang Seng, em Hong Kong, liderou as perdas ao cair 1,66%.

Também na Europa as acções seguem a negociar em terreno negativo.
O índice Euro Stoxx 50 recua 0,79% e, na Alemanha, o índice DAX perde 0,76%.
No Reino Unido o índice FTSE recua 0,74% e em França o índice CAC 0,87%.
O índice do medo VIX volta acima do nível de 20, estando a começar o dia subindo um pouco mais de 2%.

No mercado cambial o destaque vai para as perdas registadas no iene, que face ao dólar negocia acima de 113 ienes por dólar o que não acontecia desde Dezembro de 2018 e face ao euro acima de 131, nível que não era atingido desde Julho deste ano. Também em perdas acentuadas está o peso mexicano, que negocia face ao dólar em torno de 20,90.
Em mínimos históricos segue ainda a lira turca que negocia face ao dólar acima de 9 liras por dólar pela primeira vez. Um dólar a valorizar e uma lira a enfraquecer uma vez mais por razões políticas (o presidente turco ameaça uma intervenção militar em terreno sírio para combater rebeldes curdos) levou a este forte movimento do USD/TRY.
O dólar continua a manter a tendência de valorização com o EUR/USD a negociar em torno de 1,1550 e o DXY em torno de 94,30.
A libra cede algum terreno tomado durante o final da semana passada, com o EUR/GBP de novo a negociar acima de 0,8500 e o GBP/USD novamente abaixo de 1,3600.
Os ganhos nos preços das commodities está também a favorecer o dólar australiano, com o AUD/USD a cotar acima de 0,7350 e o EUR/AUD em torno de 1,5700.

Os preços do petróleo recuaram em ligeira correcção mas mantêm-se em torno dos actuais máximos.
O Brent segue de momento a negociar a $83,90 por barril e o WTI a $80,70.